CONHECENDO AZAMBUJA

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ASILO NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

O Pe. Antônio Eising e o Pe. José Sundrup empreenderam a fundação de uma obra social em Azambuja. Iria abrigar os necessitados, no início sem distinção de categoria: doentes, velhinhos, órfãos e alienados.
No decorrer de 1901 foi construída uma casa de madeira, de 15 metros de comprimento com o intuito de preencher essa finalidade. A seguir foram introduzidas com solenidade e emoção as 3 primeiras Irmãs da Congregação da Divina Providência. Elas logo foram dando provas em abundância de que eram a desejada e indispensável providência. Sua presença e atuação constituíram fator decisivo para o feliz êxito dessa e outras obras de Azambuja. Chegaram a atingir o número de 27 religiosas com o avolumar-se das atividades. Algumas delas, sobretudo as que tiveram que prestar atendimento aos doentes mentais, praticaram verdadeiros heroísmos no cumprimento de suas duras tarefas. Seja dito de passagem que o hospício de alienados, em boa hora em 1942, foi transferido para a "Colônia Sant’Ana", no município de São José. Aqui faltava espaço e os substanciais recursos para investimentos futuros.
No ano de 1904, o Asilo recebeu um acréscimo de 20 metros de comprimento, em 1911 marcou um grande passo em frente ao alcançar a sua independência, separado do hospital e do hospício de alienados, estabelecimentos esses inaugurados nesse tempo. Assim, o 1º Asilo propriamente dito, rejubilava com melhores condições de vivência e de funcionamento.
Localizava-se atrás do atual Museu, distante cerca de 20 metros. Se, por um lado, esse objetivo tinha sido atingido, por outro lado, a sua manutenção exigia, por causa da extrema pobreza das famílias naqueles princípios da colonização, grandes sacrifícios e desprendimento das muitas pessoas de toda a redondeza até Itajaí.
Em 1936-37, passados 20 anos, uma nova casa foi construída para os velhinhos, e destavez no outro lado da rua, onde se encontra hoje, na vizinhança do hospital. Nessa ocasião foi batizado com o nome de "Asilo de Nossa Senhora de Caravaggio", destinado a receber somente asiladas do sexo feminino.
Mas, como o tempo corre, desgasta e se moderniza, 40 anos depois o Asilo era considerado obsoleto e teve que ser substituído. O prédio novo, levantado em 1976-77, sob a administração do Pe. Albano J. Koehler, com 40 pequenos apartamentos e anexado ao hospital como sua ala geriátrica, foi inaugurado em 1978.
Quando em 1986 as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus assumiram a enfermagem no hospital, assumiram também, pouco depois, a supervisão e o atendimento das asiladas.
Voltando o olhar para o passado de quase 100 anos, verifica-se a longa caminhada de Azambuja e a continuidade e aperfeiçoamento constante de sua obra religiosa, social e cultural. Devemos isto, sem dúvida à histórica determinação de Dom Duarte Leopoldo e Silva, que concedeu autonomia ao Santuário e obras anexas, submetendo-o à direta jurisdição da Diocese e ampliando-lhe, desta forma, as possibilidades e responsabilidades.
As asiladas desfrutam hoje de condições satisfatórias, tanto humanas, como espirituais e sociais.
O asilo encontra-se anexo ao Hospital arquidioceseano Cônsul Carlos Renaux.































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